Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

A culpa

E a culpa não é minha
mas também não é sua
Porém ela é de ambos
E ambos acabamos sofrendo

Que culpa eu tenho dos
nossos vorazes desencontros
que minaram o amor que
julgávamos imenso?

Que culpa você tem dos
meus defeitos que você
julgara ser tão pequeno
mas que são uma bola de neve?

Que culpa temos nós
se o cotidiano pesou demais?
pesou mais do que nós
jamais poderíamos imaginar.

E a culpa não é de nenhum de nós
a culpa é somente nossa
vai ver não houve amor suficiente?
vai ver não houve amor nenhum?

E a culpa não é minha
mas também não é sua
Porém ela é de ambos
E ambos acabamos sofrendo

Curtinhas

Amanhã rola um conto novo, talvez. Vai depender da minha disposição

Ouçam Joy Division, é genial, e se cansarem, ouçam Interpol que é uma cópia xerox da banda do Ian Curtis.

E sim, esse é um daqueles posts que eu faço quando estou muito tempo sem atualizar, e não arranjo inspiração pra escrever nada, nem um poema curto que seja.

Boa noite.

Sábado, 11 de Julho de 2009

Trabalho de Elementos de Análise das R.I



Ok, esse é o vídeo que o meu grupo produziu para o trabalho da matéria de Elementos de Análise das R.I. Meu grupo, porra nenhuma, por que quanto ao vídeo, eu não fiz nada, o Gabriel fez o trabalho visual quase todo, além de ter narrado, eu só fiz o texto que é narrado na parte da Argentina.

Enfim, espero que gostem. =)

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

To An Old Friend

So, suddenly I see you,
late at night in a convenience store
you sure look older than you did before.

We shake hands and
we hug each other warmly
for about ten seconds.

We remember our moments together,
some of them are only plain,
but we make sure
to romanticize them well enough.
Besides what is the importance of
facts to our memories?

We question each other
about our present
"are you married?"
"how many kids do you have"
"and how old are they"
"wow, we sure got so older
to be parents, don't
you agree with me?"

So suddenly all the
laughter and the joy
from the past
is revived in front of
the ice cream machine.

So, suddenly one of us remembers
that is late to some meeting
or to some appointment
we hug each other again
we both pay for our stuff
we say each other goodbye
with false promises
and false perspectives of
seeing each other again

And even though
or probably because,
we'll probably never
see each other again,
I was happy to see
you're doing fine,
my dear old friend,
again and one last time.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

E eles terminaram achando
que o Amor não fora o suficiente
para eles
quando na verdade
eles não se amaram o suficente

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Just Another One

I'm a plastic bag in the wind
My mind is a puddle of doubts
A puppet without a puppeteer
Torn between hatred and fear

I'm a bird in a stray cat's mouth
I lost my soul a couple of years ago
I stopped looking for it last week
someday it might come back to me

I'm a beaten and forgotten fighter
my heart was pounded by a devious gavel
my dreams decided to go for a travel
but they never came back

I'm a plastic bag in the wind
I'm a dancer in the dark
I'm a lover without a heart
I might be just another one

Sábado, 4 de Julho de 2009

How Do We Do?

we know almost everything
but we comprehend nearly nothing

alienated from our own selves
feelings hidden on top of a shelf

we only require some affection
we'd even pay for some attention

alienated from everything else
empathy hidden inside a fake smile

where are we, where are we?
if not only traveling very fast

looking for some place to go
only to end where everyone else ends

who are we, who the fuck are we?
if not what we hope to make of ourselves?

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Hey, My Dear

Hey, my dear
lay your head on my shoulder
for I'll always be here

Hey, my dear
come sit next to me
confess me all your fears

Hey, my dear
you can rely on me
to dry all your tears

Hey, my dear
I'll fight your problems
until they all disappear

Hey, my dear
don't worry about life
'cause the end's always near

Hey, my dear
Let's watch the water flow
sitting on the edge of a pier

Hey, my dear
please, stay here with me
sooner or later the end is near

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

E o que é a vida senão
momentos alternados
entre esperança
e desilusão.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Com

Just 'cause you feel it, doesn't mean it's there

Você com os seus olhos que
são um microscópio
achando atentamente tudo o que
eu tento esconder de todos

E com a sua capacidade de
fazer quase o impossível:
Me amar apesar de você
não me ver como eu me vejo.

E com todos os seus defeitos
que para mim são tão lindos
e por serem seus; tão perfeitos

Com tudo isso junto
existiria algum jeito de eu
não te amar?

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

O Fator Marla


Acabei de ver um documentário no Cinemax chamado "My Kid Could Paint That" em português chamado de "Pintora aos 4 anos". Ambos os títulos juntos sumarizam a premissa do documentário. Uma menina americana chamada Marla Olmstead após ver o pai pintando, resolve que quer pintar também, os pais deixam, achando que a brincadeira não iria muito a frente. Seria mais uma criança pintando, até que as pessoas passam a gostar, eles vendem um ou outro quadro numa galeria, o jornal da cidade deles no estado de NY faz uma reportagem, o NY Times também, daí pra frente, a imprensa americana e mundial que adoram crianças super-dotadas por muitas vezes beirarem o bizarro; (afinal uma criança não deveria ser tão boa em algo, não tão boa quanto um adulto. Oh! o quão os humanos são grandiosos com sua arte e sua engenhosidade), a partir daí a menina ganha fama mundial, e os holofotes da imprensa. As pinturas dela passam a alcançar entre quinze e vinte mil dólares cada.

Até que chega a reportagem do 60 Minutes, programa do horário nobre dos EUA apresentado por Charles Rose, quase o nosso Paulo Henrique Amorim, só que sem ser petista. Tal reportagem põe em dúvida a autenticidade das pinturas de Marla, dizendo que os pais dela poderiam ter ajudado, ou até pintado por ela.

O filme, além de ser uma história sobre a menina de quatro anos que podia pintar, é uma reflexão no valor da arte, especialmente, arte moderna.

Afinal, Marla tem quatro anos e pinta tão bem quanto muitos pintores mais velhos e experientes que ela. Mas se ela pinta tão bem quanto eles, mesmo sem se ver como uma artista, sem ter a intenção de ser uma, afinal ela tem quatro anos, pintar é mais uma diversão, tal qual brincar de boneca, assumindo tudo isso, o que seria a arte moderna? Uma farsa? Afinal, qual a diferença de um pintor abstrato consagrado e um desconhecido a não ser o nome que um carrega e o outro não? Arte abstrata não requer o que eu chamarei de "técnica seletiva"; ou seja algo que poucas pessoas ou até somente uma pessoa possa fazer e você não possa, por que é difícil demais, requer muito talento, requer genialidade, requer prática, ou até as quatro coisas juntas. Qualquer um pinta um Pollock, pode-se dizer, só me de tinta, uma tela e deixe que eu jogue tudo e misture tudo aleatoriamente. Todo mundo põe um mictório no meio de uma exposição tal qual Marcel Duchamp fez em 1917.

Tal reflexão é válida até certo ponto. Pollock nem Duchamp podem ser desmerecidos por fazer arte fácil. Sim, qualquer um poderia ter feito o que eles fizeram; porém não fizeram. Esse é o dilema da arte moderna. Duchamp ao por um mictório numa galeria de arte desafiou toda uma estética considerada padrão, considerada normal. Mas o que pode ser considerado normal, quando em 1917 a Europa afundava na maior guerra até então vista pela humanidade (somos bons, nos superamos alguns anos após), o que significava confrontar toda a arte produzida. Premissa do Dadaísmo, Cubismo, Futurismo e outros ísmos da década de 10/20 na Europa.

O que me lembra uma professora de literatura que eu tive e que sempre comentava sobre esse poema

Amor
Humor


Não me lembro de quem, mas estou certo de que era de alguém da primeira fase do modernismo, creio eu que Oswald de Andrade.

Voltando, ela sempre dizia que alguns alunos comentavam que se isso é arte todo mundo artista, todos podemos ser poetas, só juntar duas palavras e voilà.

Ela dizia que não era tão fácil assim, mas eu discordo dela. É fácil sim. Qualquer um pode escrever um poema, pintar um quadro, ser um fotógrafo, ainda mais atualmente; a questão é que nem todos são bons nisso; nem todos farão algo considerado bom em seu tempo e na posteridade. Na verdade apenas uma minoria o conseguirá. Se o século passado e esse democratizaram a produção cultural e artística ao dizer que qualquer um pode ser um artista em potencial, (já que os principais poetas não rima, os principais pintores não usam perspectiva, os principais músicos não leem partitura e etc.) também tornou mais difícil fazer algo relevante. A competição é maior, tudo é mais rápido. Muitos tem quinze minutos de fama e depois somem tão facilmente quanto apareceram.

Voltando a Marla, uma das coisas que me chamou a atenção é que os compradores ficaram realmente alarmados com a suspeita de que Marla não teria pintado o quadro que eles gastaram quinze mil dólares. Afinal, o quadro ter sido pintado por Marla, com quatro anos, é o importante. Não o quadro em si, já que muitas vezes a arte tem um papel apenas de investimento. Muitas vezes melhor até que ações e títulos do governo. Então, se não for Marla que pintou o quadro, é como ter comprado ações da GM ou algo do gênero. A principal atração era quem pintou o quadro, não o quadro em sim. O falecido dono da Sendas tem um esboço, um mero rascunho de Pablo Picasso que custa quatro milhões de reais, aproximadamente. Eu me pergunto, o que esse rascunho tem de tão especial, além de ser um Picasso? Não é uma Guernica, mas é tão Picasso quanto. Atualmente nomes de artistas são marcas que traduzem status. A obra em si, ficou em segundo plano. Um reflexo da indivualização do mundo contemporâneo.

Mijar no mictório de Duchamp não é como mijar em mictório qualquer. E o que Marla faz vende mais pela idade dela do que pela qualidade do que ela faz. Não que o que ela pinte seja bom, ou seja ruim, prefiro não julgar. Sou cínico demais para isso.

Ps. Nome da pintura - Lollipop House

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

One Last Poem Before I Go

O aniversário é meu mas quem ganha o presente são vocês, caros leitores.

One Last Poem Before I Go

I

Let their honor and self-love and respect
crumble while they look for crumbs
under our rich table
Let them kneel for their needs while we
let they beg, while they say with false
humbleness: “may I beg your pardon,
sir or ma’am but do you have something
to spare, please, for the love of God”
and we’ll spare them everything they
need, (which certainly is close to
nothing, for both of us, of course)
they shall be forever happy
our conscience shall forever be quiet
and still,
and us and them will prove that
everyone has their prices and most
people are very cheap.

II

So, follow me wherever I go.
Follow me to a street, like many other
streets, a street that you’ve never been,
but you’ve certainly been to one that
looked like it (‘cause everyone has).
A street filled with people, cars, light
poles, sign poles, singers, beggars,
dreams, dreamers, delusions
and routines (specially routines)
A street like many others, filled with
a colorful smoke.
(Yellow, green, grey, pink, purple, blue,
red, black, brown, white.)
But I could not see, alas, most people
could not see it!
Almost everyone was nearly blind
and completely colorblind.
Being so, most of us miss the daily
colorful spectacle; we can’t grasp the
prettiness of it all.
Even I could not see it!
I just heard about it by a madman dressed in a suit
missing three buttons and two sizes
larger(who was just part of the
scenario, like a light pole) that kept
yelling all about the colorful smoke and
no one paid attention, except me, who
could catch a few words of
his passionate speech. He also blamed the
routine (specially the routine) for people
not being able to see the beautifulness
of the smoke spectacle.

III

I surrender myself to my wills
I surrender myself to my whims
to my fancies, to my caprices.
I surrender myself to my dreams.
I’m my own slave and master, and I
whip myself until I bleed.
Yes, I whip myself with pleasure.
I whip myself for I enjoy the pain,
the pain of the everyday struggle.
Oh, the pain that comes with my will.
My ill will,
my cursed will,
my beloved will!
What did you ever bring me?
Except the pain of living, the pain
of searching and
invariably not finding what we want.
(We want what we can’t want.)
So the pain drives me towards pleasure,
and the afterwards of pleasure
is always more pain.
Invariably.
So I’ve nothing else to do,
except whipping myself with pleasure in
the hope of achieving an alleviating
pain.

IV

“All my life I wished I could find some
love,
but the only love I could find,
is self-love.” – says an old, decrepit and
lonely man.
The group of teenagers that listened to
this gave him a funny face, and a
condescending look.
And they kept walking and walking.
Just like magic, they became old, most
of them became decrepit and some
became lonely.
Even though they don’t remember him,
the lonely ones started to think like that
man from a couple miles ago…
(The only difference between a second
and a century is the duration of the
boredom)

V

So, let us keep dancing and singing and
laughing
I’ll laugh until my head comes off
(I’ll throw all the condescending
laughters I possess)
I’ll laugh out loud for I’m completely out
of tears
So, let us keep dancing and dancing
and singing and singing
Let’s go on loving and hating
for there’s nothing else worth doing,
anyway.
Let us all celebrate the biggest illusion!
Let us all celebrate the greatest illusion
of all!
Let us all sing about tomorrow
Let us be fooled and tricked by it
Let us flow on this river
that leads to a waterfall
we ask ourselves: “- what’s the point of
swimming if we’ll eventually drown”
we will all fall
but this all rhetorical and theoretical
we all swim
We all swim into the biggest illusion of it
all with pleasure
and at ease
(We even make plans on how we’ll swim!)
Let us swim and laugh
Let us fool ourselves
Let us praise the gods of ourselves
Let us praise what we’ll never see
Let us play with our strings
Let us play with ourselves
For that’s all we’re allowed.

VI

The wisest man I’ve met was a man that stood
still on top of a bank
Yelling and complaining
unstoppably whining
about the unstoppable course of the
waters.
And he gave me all of the explanations
he’d acquired during his years
(which were a lot)
About the absurdity of it all
His voice was like of a out-of-tune cello
His explanations were brilliant!
How he did used his rhetoric!
How he could deliver a passionate
speech!
How he amazingly could use his words
like a troubadour!
How he could touch our hearts and
numb our minds!
And we’d all agree with him,
we’d all be pretty pissed about the
"course of waters dictatorship" - as he says
suddenly revolution was blended with
our touched hearts and numbed minds.
Then, we realized that there’s simply
nothing we could do about it all.
And we all got very furious at him,
and we let him talk to the wind
and to the fireflies scattered
everywhere. (as fireflies are supposed to do)
After that, all of us, except me
were gone; I could see another group of
people gathering around and
surrounding him.
Sitting on the grass as we all did
listening patiently as we all did
laying our elbows in our knees as we all did
Biting our glasses as we all did
Gazing at his dark and deepest eyes as we all did
I left that place for I could not hear the
same speech twice
(even though the speech was touching
and part of me wanted to hear it again
and again)
And I must confess I was divided
between boredom and amazement
But I chose to leave.
As I walked from there, I could hear
some of his words but I could not listen
to them.
But I could definitely tell they were the
same words that hypnotized me.
After all, why would he change his speech if everyone
still believes in him every time?
and they always did
and they always will.
The wisest man I’ve met was a man that
stood still on top of a bank.
Now that I’m bored and old; I think
he’s the biggest fool I’ve ever met.
But how well could he deliver a speech…

VII

we all dance and sing and laugh
we all love and hate
we all do everything
which leaves a certain bitter taste in our
mouths,
and our mouths will be gone eventually
but the taste will not.
All of this is a spectacle made
to entertain the gods of ourselves
and more important:
to entertain the Planets who were very
bored of only revolving around the Sun.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Conforme havia prometido, um conto novo. Novo para vocês, pois eu o escrevi a alguns meses. Enfim, divirtam-se :)

A Atriz Pornô

Lucy estava no estúdio filmando uma daquelas cenas para completar filme. E depois iria filmar uma cena importante para outro filme. Meras cenas de diálogo que ela decorava na hora, e sempre tinha alguém para soprar as falas que ela poderia vir a esquecer. Mas quase nunca era necessário, o diálogo era pequeno, com falas curtas, mal escritas e completamente óbvias, e como ninguém realmente se importava com essas partes. Sempre havia espaço para improvisações que sempre saiam forçadas, mas novamente quem liga?

Então, Lucy estava filmando uma dessas cenas, cujo diálogo se passava numa casa de campo, numa área rural, ou pelo menos era isso o que o cenário queria passar a impressão.

No canto esquerdo do cenário, tinha um regador de ferro, igual ao que a mãe dela usava para molhar as plantas quando Lucy tinha apenas seis anos de idade, o que obviamente nenhum dos futuros espectadores de seus filmes iria notar. Bando de punheteiros de merda. Lucy trabalhava nessa indústria há um ano e meio, e tudo que ela possuía tinha indiretamente vindo dos milhões de telespectadores que batiam punheta pensando nela, ou que tragavam a mulher semanalmente com a imagem dela sendo chupada por outra mulher na cabeça, ou sendo fodida por um cara com uma rola de 30 cm; tal fato para ela era o mesmo que se masturbar já que esse tipo de cara, - pensava ela, não pensa no prazer de suas parceiras. Egoístas escrotos. Amavam suas esposas por mera conveniência e pensavam nela ao transarem só por não terem como arranjar uma amante.

De volta ao regador. Lucy viu o regador no canto do cenário, e lembrou-se de sua infância no interior. Lembrou-se de como seu pai a levava para passear perto do lago que havia por perto de onde morava. Não tinham muito dinheiro para brinquedos, mas naquela época, Lucy sentia que não precisava deles. E realmente não precisava. Aliás, quem precisa? Tinha seu pai que contava histórias para ela. Histórias mais maravilhosas que as da Disney, e aventuras mais interessantes que as de Robinson Crusoé ou que as do Julio Verne. “Você inventou isso da sua cabeça, papai?” perguntava ela. “Não, minha filha, tudo isso aconteceu mesmo. Na terra mágica, com fadas, dragões, príncipes, princesas e bruxas más.” dizia ele. E ela o olhava com seus olhos grandes, verdes e brilhantes, a espera de mais segredos sobre tal lugar mágico. O pai de Lucy era tão talentoso quanto Tolkien, e ninguém jamais ficará sabendo, somente ela... E tudo isso se passava embaixo de um pé de carvalho frondoso que fazia uma bela sombra; a margem do lago com água verde e peixes pulando ocasionalmente. Não precisava de mais nada. Tudo mais era superficial, exceto seu pai, o lago e a sombra do carvalho...

Após terminar a cena, foi filmar outra cena, de outro filme, ambientado no espaço sideral, uma sátira a Star Wars. Só faltava a cena final, a do clímax.
Chupou a pica dele ainda pensando no lago, e em como ela havia parado aonde está agora. Sentia-se culpada, seu pai sentiria vergonha dela, nessa situação. Porém ela sabia que, se tivesse vivo, ele a recolheria, a abraçaria, diria que ela estava perdoada e a beijaria. O que ela não faria por esse abraço... O que ela não faria por tal momento que tantas vezes fez-se realidade em sua fértil imaginação

De repente a cena termina com o ator gozando na cara dela e ela em meio a tanta porra, se dá conta que precisava seguir com aquela vida e que essa seria a única maneira dela sustentar-se com tudo o que ela considera essencial.
Nem o mais pessimista dos flamenguistas esperaria tomar quatro gols em nove minutos, após fazer dois em quinze minutos, dos campeões da segundona de 87. E mesmo após isso, nem o mais pessimista dos flamenguistas esperaria tomar cinco do fraquíssimo Coritiba. Após isso, nem o mais otimista dos flamenguistas apostaria que o Flamengo fosse meter quatro no Inter após tomar os cinco do ridículo time alvi-verde.

E ainda por cima com uma bela atuação do Adriano e com direito a re-estréia do Pet.

Coisas que só acontecem no Mais Querido do Mundo...

Enfim, no auge dos meus quase 18 anos, 11 meses e 28 dias, acostumei-me a ver atuações inacreditáveis do Flamengo. Tanto pra pior quanto pra melhor. E é por isso que eu gosto de ser flamenguista, a gente se ferra de jeitos inacreditáveis as vezes, mas também, na maioria das vezes, a sorte pesa para o nosso lado.

(Hoje, mais tarde, posto um conto novo. Prometo)

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

E aquele velho sentado
que ninguém que é vivo
conheceu seus pais.

Ele vê toda
o romantismo
o idealismo
a vontade
a vaidade
a prepotência
da juventude.
E ele ri disso tudo
ri como uma hiena riria
ri pois tudo isso
no final, é em vão;

tudo e todos eles são, apenas uma mistura
efêmera de hormônios e egos inflados,
esperando mudar tudo
quando não podem mudar nem a si mesmos
esperando entender algo
quando não entendem a si próprios
sonhando ser maiores que os próprios egos
sem saber que isso é impossível

Os anos deram ao velho
uma vantagem
ele aprendeu sobre tudo isso
com seus erros
o que ele chama elegantemente
e não sem orgulho
de experiência

agora só sobra criticar
o que ele não pode entender.
atacar os costumes novos
tão imorais quanto os de sua época
(a diferença é que a moralidade,
assim como o preconceito,
vem da alteridade).
só resta a ele,

reclamar da vida
(com uma pitada de melancolia
e bastante inveja)
pois ela aproxima-se do fim para ele
porém não para todos


Karl Marx não sabe de tudo.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

I Definitely Love You

The fiddler plays and he's out of tune.
Under the yellowy shadow of the moon.
And while you're holding my hand,
I realize I came too early
And you left me too soon.

Facts may not always be real...
But I'm sure that love is what I feel...
I love you!
I definitely love you...

You have the softest voice I've heard
but occasionally you sound so harsh,
like a T.S Eliot poem,
you pierce and scrutinize
all those truths I'd like to deny

Facts may not always be real...
But I'm sure that love is what I feel...
I love you!
I definitely love you...

This roller coaster I am in,
you caught me struck in between
a lion's claw and the hand of a queen.
The most bittersweet illusion any men has seen,
An honest doubt that lies within...

Facts may not always be real...
But I'm sure that love is what I feel...
I love you!
I definitely love you...

I believe in the confession of a liar,
my naivety buys the tears of any crier,
I always find myself lost in the maze of Life
Lost inside of a meaningless strife,
then your eyes guide me better than the stars

Facts may not always be real...
But I'm sure that love is what I feel...
I love you!
I definitely love you...

My sarcasm, once my dearest solace
an useless way to leave behind my problems;
an anesthetic to forget the leaves falling down,
a rusty helmet to cover my frown.
Now I don't need any of this for you're all I need.

Rock Band - The Beatles

Parece que vazou a lista de músicas que estarão presentes no Rock Band dos Beatles, que será lançado dia 09/09/09.
(teóricos da conspiração de plantão 9/9/9 = 6/6/6 ao contrário, fikdik)

Enfim, lá vai:

* "I Saw Her Standing There"
* "Please Please Me"
* "Twist and Shout"
* "All My Loving"
* "I Wanna Be Your Man"
* "She Loves You"
* "I Want to Hold Your Hand"
* "A Hard Day's Night"
* "And I Love Her"
* "Can't Buy Me Love"
* "I'm A Loser"
* "Baby's in Black"
* "I Feel Fine"
* "Help!"
* "Ticket to Ride"
* "I've Just Seen a Face"
* "I'm Down"
* "Drive My Car"
* "In My Life"
* "If I Needed Someone"
* "Day Tripper"
* "Taxman"
* "She Said She Said"
* "And Your Bird Can Sing"
* "Paperback Writer"
* "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band"
* "Lucy in the Sky with Diamonds"
* "Good Morning Good Morning"
* "I Am the Walrus"
* "Hello Goodbye"
* "Revolution"
* "Back in the USSR"
* "While My Guitar Gently Weeps"
* "Birthday"
* "Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey"
* "Helter Skelter"
* "Hey Bulldog"
* "Come Together"
* "Something"
* "Octopus's Garden"
* "Here Comes the Sun"
* "Don't Let Me Down"
* "Dig a Pony"
* "I've Got a Feeling"
* "Get Back"

Ok, sobre a lista: Está perfeita. Afinal, é uma lista de músicas dos Beatles, não tem erro. Isso sem contar que os jogadores poderão comprar mais músicas, inclusive o Abbey Road.

Porém, eu gostaria que tivesse algumas músicas como: Tell Me Why, The End (que poderá ser comprada já que faz parte do Abbey Road), Rock And Roll Music, Got to Get You Into My Life, The Word, I Won't Be Long.

Mas como não podem por todas as músicas no jogo, tiveram de escolher algumas, e escolheram bem, pegaram todas as fases da banda, todos os albuns, claro que sempre uma ou outra pessoa irá sentir falta de uma ou outra música; entretanto é impossível agradar gregos e troianos.


Agora os fãs de Beatles que tenham um videogame de nova geração, creio que todos ficarão felizes.

Sábado, 13 de Junho de 2009

Homem de Negócios

você sai da faculdade
e promete a si mesmo
de que não vai deixar o
trabalho tomar conta
da sua
Vida

e então você arranja
seu primeiro emprego
você está feliz com
seu primeiro salário
afinal esse é
seu primeiro passo

e no primeiro emprego
você percebe que
tem de agradar
a chefes e clientes
e esquece de agradar a
si mesmo

mas tudo bem você diz
está tudo bem
é só temporário
um dia você vai ganhar mais
ser chefe e mandar em tudo
e em todos

e toda essa preocupação
que é só uma máscara
para a sua ambição
mas tudo tem uma razão
você pensa no futuro
e renega o presente

tudo isso um dia irá
compensar
você apostou todas as suas fichas
em um dia ser um homem de sucesso
só que ninguém estará lá para aplaudir
nem mesmo você

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Between You, Me & a Cliff

I'd rather stare
at the cliff
than stare at you now

You've thrown my illusions
into the burning
fire

You scream that it's my fault
and I yell
"you're a liar"

All wounds heal someday
I heard a wise man say
but scars remain

The memories of you
are smoke inside of my
confused mind

And I wanted to go
beyond the skies but
all I've left is cry

Once you brought me happiness
now you are equivalent
to tears and sorrow

Tomorrow, probably then
I'll be fine but for now
all those tears are mine

All those tears
shall become smoke inside
of my mind

Pensamentos aleatórios sobre política no País I

Atualmente é lugar-comum ao falar-se dos problemas do país em relação a corrupção na política usar tal argumento: de que se fosse escolhida uma outra pessoa aleatória entre os 190 milhões de brasileiros no lugar do político corrupto X, Y ou Z; muito provavelmente a corrupção seria alta de qualquer jeito.

Argumento baseado em alguns fatos interessantes até. O primeiro é a de que ao dizer isso, afirma-se que a oportunidade é quem faz o ladrão e a maioria teria o potencial para cometer crimes contra os bens públicos; e o faria se fosse dada a chance ainda mais se sabendo da impunidade que rola entre os membros do Legislativo. O segundo é que os parlamentares não são membros destacados da realidade brasileira, pelo contrário, é fruto de nossa sociedade, dizem os defensores de tal argumento. Poderia falar de fatores históricos e sociais que fazem parte do que conhecemos como sociedade brasileira, mas eu estaria somente cuspindo informações para engrandecimento próprio, e nenhum de nós precisa disso e tudo isso para chegar no fator impunidade.

Pois bem. O primeiro fator, o do ladrão-surge-pela-oportunidade. Tal argumento é extremamente preconceituoso e prepotente. Explico por quê. Suponha que seja feita uma pesquisa com 100 brasileiros aleatórios. E fizéssemos duas perguntas:
- Você acha que outra pessoa, se tivesse a chance e o cargo de deputado X, seria corrupto?
- E você seria corrupto se tivesse a chance?
Creio eu que o número de respostas da primeira pergunta seria muito maior do que o da segunda.

- Portanto, ou as pessoas que responderam sim na primeira e não na segunda estão todas mentindo e são extremamente hipócritas ou tem uma idéia extremamente negativa dos outros cidadãos conterrâneos.
- Ainda as pessoas que responderam não a primeira e sim a segunda ou são extremamente ingênuas ou no máximo extremamente sinceras, já que não responderam sim para a segunda pergunta e foram nobres o bastante para não julgar os outros por suas ações hipotéticas, já que deram o benefício da dúvida aos outros.
- Quem disse sim nas duas, não é hipócrita mas é extremamente sincero, entretanto erra ao julgar os outros por seus próprios valores...
- Quem disse que não em ambas faz uma idéia boa de si mesmo e dos outros, (ou mente deslavadamente).

Agora os fatos reais, a realidade nos mostra que a maioria das pessoas do país não são corruptas, o que destrói o primeiro argumento. A maioria dos brasileiros é honesta, seja na favela ou em condomínios em Camboinhas ou na Zona Sul (se não fossem, o Estado não estaria mais em pé), os que não são, não cabem a mim conjecturar por que eles são desonestas; na verdade até caberia, mas é inútil achar motivos nesse texto, já que o fato é que foram desonestos, cometeram crimes e erraram e devem ser punidos por tal ato. Portanto, usando o preceito da presunção da inocência, nenhum de nós roubaria se tivéssemos a chance. E para não cair na ingenuidade, digo que baseado no número de criminosos dos leves aos pesados, a maioria das pessoas não roubaria se tivesse a chance.

O segundo argumento é de que os deputados seriam apenas um reflexo da nossa sociedade. Pois bem, serei agora polêmico. Creio eu que grande parte da câmara seja honesta. O resto é que faz a fama da minoria. Fato que eu acho explicável por casos como venda de votos e passagens aéreas serem muito mais fáceis de vender como jornal do que leis que são outorgadas, (muitas vezes para virarem letra morta), já que a classe média que consome material jornalístico mais do que as outras classes gosta de ler uma sujeira, gosta de polêmica, até como um desencargo de consciência. Para dizer: "eu devo ser um dos únicos cidadãos honesto do país, tudo isso é uma vergonha". Até por que falando isso, as pessoas meio que se eximem de uma ação mais inteligente, tal como vigiar mais os políticos corruptos e ter um papel mais ativo na política.

Sinceramente, eu mesmo faço isso (exceto o discurso de ser um dos únicos cidadãos de bem da galáxia). Creio que a política em nosso país não vai mudar muita coisa. Acho que a tendência é que aumentemos a qualidade de vida da população, devagar e sempre. Se for qualquer um político do maior partido da situação, ou da oposição ou do PMDB (que é sempre situação por afinidade ao poder), no final dará no mesmo. Lula e FHC, Dilma e Serra ou Neves. As políticas macroeconômicas de todos esses no final se assemelharam e se assemelharão. Lembro que isso tudo é opinião minha, posso estar errado em relação à política no país.

Enfim, voltando ao assunto, a dimensão da corrupção no Congresso é algo superdimensionado (por corrupção entenda-se roubo de bens públicos, ou seja, de todos nós) assim como o número de crimes que ocorrem no país e a quantidade de crimes que as pessoas acham que ocorrem; exemplo disso é achar que só de estar no Rio você vai ser assaltado e levar uma bala perdida se espirrar. E por ser superdimensionado, se fosse qualquer brasileiro no lugar dos políticos atuais, os problemas e/ou a ausência deles, creio eu, continuariam no mesmo nível.

Domingo, 7 de Junho de 2009

E esses dias que parecem intermináveis
e igualmente inconsoláveis
todos iguais e quase lamentáveis.

E sim,
eu conheço;
estou certo que conheço todos os meus problemas.
Tenho-os todos catalogados
e empilhados em uma estante.

Sou meu próprio analista,
de minhas obviedades
meu próprio psiquiatra
e por fim,
meu próprio conselheiro

E no fim analiso-me com exatidão
mas não me resolvo com prontidão.
Estou tão acostumado com a rotina
que até meus problemas são rotineiros.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

True Love Of Mine ou Pumpkin Pie Recipe

I'll carve those words in stone for you
And I'll shout them if you want me to

Because I found a true love of mine
A kind girl that's very hard to find

You were there, sipping a cup of coffee
so incredibly naive and so beautiful to see

Please, don't forget how shy I was and I am
To go there talk with you about what I can't understand

The way you laughed then with such ease
If I could only go back and make time freeze

I love to remember all those magical times
In which I loved you without knowing why

I'll carve my feelings into any tree or stone
So our love will stay after we're gone

One day we'll be gone and so our love
But it will remain forever until it lasts

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Curtinhas

Por que o Obina foi fazer o gol dele logo agora? Podia ter esperado alguns jogos daí eu poderia dizer: "Obina manteve a média de gols"
Estragou uma bela piada. =/

Blur é fodademais. Comentário bem anos 90 mas foda-se. Década que aliás manteve um grande dilema sobre quem seria melhor: Oasis ou Blur. Pode ser a empolgação de estar ouvindo eles agora, mas Blur é beeeem melhor. E de longe. E além do mais, Blur acabou antes de ser decadente.

Pronto, nada mais a declarar. O meu leitor mais atento (se é que eu tenho algum) percebeu que isso foi uma tentativa fajuta de encobrir a minha falta de atualizações desde sexta. Não se preocupem. Essa semana eu cuspo um poema, um conto ou uma receita de bolo aqui. Ou não.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

O Que Houve Entre Nós

O que houve entre nós?
Essencialmente somos os mesmos
apesar de na prática não sermos
mais os mesmos

Temos algumas rugas a mais
mas por favor não as culpe...
não culpe as rugas pelo nosso fracasso!

Também não culpemos
a rotina, apesar da tentação
por ela ser um alvo fácil e fraco,
afinal, criamos a rotina
e não o contrário...

A culpa disso tudo é que
eu me apaixonei por uma ilusão sua
e você fez o mesmo...
e aí, não conseguimos mais suportar
quando nós nos vimos
de verdade;
através das lentes do tempo
que desembaçam e revelam as coisas
sobre um prisma realista
e sem graça porém inapelável.
(Esse mesmo tempo que mostra as rugas
e que constrói a rotina...)

Sendo assim, só resta aquele sentimento
amargo
que fica na garganta.
e que diz que teríamos sido tão bons juntos
se ao menos fôssemos tão bons quanto
achávamos que fôssemos...

se ao menos fôssemos de verdade...