quem sabe em alguns anos,
eu a encontre, em algum aeroporto
ou bar
em alguma esquina perdida
em qualquer cidade pequena
e ambos fingiremos curiosade,
sobre detalhes passageiros
(que pensando bem,
serão a base de tudo o que temos)
sorriremos e ficaremos felizes
em aquiescer que ambos estamos vivos
e não mais nos veremos,
e saíremos pensando,
em qualquer guerra que possa começar
em qualquer país que jamais iremos,
tudo para não pensar no que nós jamais fomos,
ou nos nomes de filhos que não tivemos...
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